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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Loira?!

Okay, eu admito! Admito, que água oxigenada já foi temática constante do meu repertório de piadinhas. Admito que perguntei porque a loira não faz gelo e balança a água enquanto bebe. E sim... curti muito com o modo que elas teoricamente tiram cisco do olho. Além de tudo, confesso que amaldiçoei toda a raça adepta dos reflexos amarelados que desviaram o olhar de um ficante (simultaneamente ao processo de maldição, eles ganhavam tapinhas ‘leves’, daqueles típicos de que não tem noção de força). E como não poderia deixar de ser, praguejei todas as loiras que me roubaram um amigo, um amor, ou a atenção, antes voltada pra mim.

Paguei a língua.


Não.. não sou eu... mas vou ser assim qnd crescer. Hehe.


Aqui estou, de visual renovado com reflexos feitos meticulosamente com um descolorante azul, em tons mel e palha. E quer saber? Não sei se tem a ver com o efeito mais claro nos fios, talvez se relacione apenas a mudança nas madeixas, que poderia ser um corte, ou tintura de qualquer cor que seja, teria a mesma sensação de auto confiança. Estou me gostando. E quando a gente se gosta, o mundo distribui risinhos saltitantes de volta, o espelho dá aquele UP na auto-estima e você esquece aquela olheira, que o corretivo teima em não cobrir.

Eu sempre digo... Mudanças capilares, raramente são meras mudanças capilares em si. Há todo um ritual, uma necessidade de explicitar uma alteração interna, vontade incontida de respirar novos ares, seguir outros caminhos. Quando estou inquieta com a vida sempre fico mudando o cabelo, cortando dois dedos no comprimento, dando uma repicadinha na frente, e que tal uma franja? Minha inquietude deu no que deu... finalmente mexi na cor. Retornei a minhas origens. Nasci loirinha e tive mexas até os 3...4 anos. Agora acho que a menininha da foto na parede esticou e pronto, cá está a atual Paulinha.

Dois mil e nove pediu uma mudança capilar mais profunda. Esse ano começou me provocando, me pirraçando, prometendo alguma coisa que ainda não sei o que é. Espero que seja algo bom e que me renda financeiramente. Há! Pode ser bobeira (divagação mesmo) pensar essas coisas, mas se eu estiver certa quanto ao sentido mais profundo das mudanças de cabelo, afirmo, aqui, minha solidariedade à Mari Moon. A história aqui é tensa... não falamos de loiro, mas de verde, rosa, azul...



Prometi falaria da pseudoloirisse. Proonto.

Hum... Escutei a Dana dizer essa semana que "Blogueira que é blogueira posta ao menos uma vez por semana". Ou seja, eu sou um fracasso.

Mas okay. Sou um fracasso conformado.
Vou achar os selos que ganhei e os memes e logo atualizo.


;*
Sweets.

domingo, 21 de setembro de 2008

Término

Numa noite qualquer, depois de alguns poucos encontros e de um breve e lindo romance que a fez suspirar e esperar e planejar, ele disse que era o fim. Ela se foi em meio a passos tristes e contendo qualquer possibilidade de emoção adversa.

_ O que você fez? – disse um amigo que os dois tinham em comum.
_ O que você está falando? – perguntou o agora ex de modo nada educado.
_ Ela é linda! Você é um completo idiota! – afirmou o amigo naquele tom de voz que mistura fúria e incompreensão.

Isso ta meio texto-bobo-que-colocam-no-orkut, tipo "ela era única, ele era só mais um". Prometo ser uma pouco melhor que isso!! okay?!

Restaram algumas opções depois disso. A primeira delas um clichê do cinema comercial norte-americano. Ele a reencontra algum tempo depois, a mesma garota de sempre, doce, meiga, sublime, encantadora. Mantém um diálogo com o mesmo amigo da conversa anterior:

_ Hey! Ela é mesmo linda. _ afirma de forma um tanto boba.
_ Bem, eu sempre soube disso. _ fala categoricamente, já que para ele aquilo não era nenhuma novidade.
_ Você tinha razão, eu sou um completo idiota! _ Interrompe a fala com um longo gole de bebida, ponche, possivelmente.

A segunda opção, não é tão clássica ou encantadora, chega a ser pessimista, já que ela em meio a devaneios emotivos decide procurar o ex. Não foi uma boa idéia.

_ Cara, eu não suporto mais aquela garota. Ela não larga do meu pé! _ o ex fala prepotente, como se fosse o cara mais admirável do mundo.
_ Você é um completo idiota. Está dispensando uma garota incrível. _ Esse é amigo mesmo! Amigo dela! E adoro imaginar ele repetindo ‘Você é um completo idiota’, de modo enfático.
_ Ela é grudenta!
_ Você é cego. Não consegue ver o que está diante do seu nariz!

A terceira opção. Não... não... O amigo não vai terminar com a mocinha da história. Proponho algo mais realista.


Ela acaba aceitando como uma boa idéia aquele término. Talvez eles não tivessem mesmo nada a ver, ou tivessem se perdido um do outro em algum momento. Mas, de fato, ela gostava dele, não mais com a mesma intensidade de antes. Isso mesmo, não falo de paixão, ou amor; falo de admiração, de amizade.
Ele é engraçado, e ela gosta disso. Ele a diverte. No entanto, ele simplesmente não compreende onde ela quer chegar sendo sua amiga.

_ Não entendo porque ela fica falando comigo. _ diz o ex.
_ Ela é sua amiga. Ela era sua amiga antes e você dizia que a admirava, que era engraçada e que gostava dela exatamente por causa disso. _ diz o mais esperto e eficaz amigo homem do mundo!
_ Hum... Você acha mesmo? _ deve ser o personagem mais tapado do mundo. Será que foi baseado em alguém?
_ É! Eu acho! Caro amigo você tem que entender que nem todas as garotas morrem por você. Ela é diferente e foi por isso que você gostou dela. Às vezes você parece um completo idiota, sabia? _ Diz tudo isso variando o tom de sarcasmo na voz.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Desapegue!

Li o horóscopo de uma certa revista de moda uma vez, que trazia informações realmente úteis e revolucionárias, no que se diz respeito ao signo de câncer. Signo que por sinal, muito me interessa, afinal sou de câncer.

‘Desapegar’ esta era a palavra chave da novidade astrológica que eu acabara de ler. “Pessoas do signo de câncer tem laços reforçados com o passado; são capazes de fantasiar com um amor do passado, ou fazer do seu guarda-roupa um verdadeiro relicário”, era mais ou menos isso que estava escrito lá em letrinhas acinzentadas.

É... foi um tanto tenebroso ler aquilo e logo avaliar alguns aspectos do meu cotidiano, como a dificuldade que tenho de renovar minha calça jeans preferida, trocar as fotos do mural. Mudar o corte de cabelo para mim é um dilema, doar meus bichinhos de pelúcia para a caridade foi traumático, assim como me desfazer de roupas que não uso mais, ou de sapatos que eu nunca gostei, ok?! Nunca gostei... mas não gosto de me desfazer. Ta bom?! E sou feliz assim!

Confesso comecei a observar meu guarda-roupa bastante desconfiada, como se o bicho papão estivesse pronto para me atacar. Por sorte não fisguei algo da lembrança em meu guarda-roupa que me envergonhasse tanto quanto ser apanhada treinando na mão para dar o primeiro beijo.

Ótimo... o que eu li era a maior balela! Não havia bicho papão. E não tenho quinquilharias guardadas, só algumas coisinhas pelas quais tenho afeição. Qual é o problema nisso?
Ta bom... ta bom... admito! Algumas coisas me envergonhariam quase tanto como ser pega treinando para dar o primeiro beijo, não que eu tenha feito isso. Falamos apenas de uma suposição. Em meio aos pensamentos difusos de uma suposição talvez (eu disse talvez) verídica, decidi mudar algumas coisas nessa minha dinâmica ‘arqueológica’ de vida. Afinal olhar para o meu guarda-roupa me fez entender que sim, eu tinha relíquias e infelizmente nem todas caberiam em um armário.

Na verdade, colocar a maior de minhas relíquias no armário não seria muito fácil. Retirar todos os pensamentos que tive de minha mente teimosa, arquivá-los em ordem alfabética, transcrever as mensagens de celular, desaparecer com grupos musicais e toda sua discografia. Seria bastante complicado! Eu e essa minha mania canceriana de me apegar facilmente.

Quanto tempo durou, afinal? Um mês? Um mês e meio? E quantas vezes nós realmente tivemos um contato digamos mais próximo? Uma? Duas vezes? Ai... ai... sua canceriana tapada! E quanto tempo faz? Seis? Sete meses? Uau! (Sim... revisar minhas estatísticas me deprime!) Apesar, de saber que esses lances amorosos não são medidos por tempo, mas por intensidade, não é nada bom notar que você é um zero bem desenhado em questão de desapego. Ah, e tenho que ressaltar o lance da intensidade, usá-lo como argumento não me pareceu muito digno, não, não mesmo, já que quem está falando é a intensidade em pessoa. (Haha!).

Espera aí, só um minutinho! Quem disse que se eu me apego a culpa é minha? Hein?! Eu não liguei primeiro... não fui eu que deixei brechas! Ele entendeu tudo errado! Entendeu que eu estava envolvida e apaixonada e por alguma obra miraculosa do universo algum tempo depois era exatamente assim que me sentia. Isso mesmo! A culpa é sua! A culpa sempre é sua ... e não, você não tem direito de defesa! Agora faça o favor de cair fora da minha vida! ‘Simples assim’, como arrumar o guarda-roupa.

Tire todas as suas roupas de dentro do armário, folheie algumas páginas mais adiante na mesma revista em que você leu o horóscopo e não tenha dúvidas você vai encontrar um manual de estilo capaz de lhe apontar as melhores roupas para o seu corpo. Você também vai conhecer as cores da estação e as peças que vão ser hits. Separe suas roupas medindo o quanto você gostas delas, o índice de elogios que você recebe quando as veste e claro, o nível de cafonice. Ganhe um visual novo e de quebra um pouco de organização no seu armário, que agora, não terá tantas quinquilharias!

Faça o mesmo processo com o encosto proveniente de sua paixonite e mande o velho amor pro brechó. Quem sabe um dia você não entra na onda retrô, não é mesmo? Tudo bem, talvez não seja como organizar o guarda-roupa e talvez exija muito mais coragem. Sim!Vai me exigir mais coragem, mas vou tentar usar minha memória seletiva ao meu favor.

Mais adiante no mesmo horóscopo, mais letrinhas acinzentadas e uma definição surpreendente... (Esse horóscopo infame insistia em me atormentar, com uma definição que fiz questão de decorar letrinha cinzenta por letrinha cinzenta!).

“A canceriana é um caso a parte! Reúne ao mesmo tempo, força e fragilidade, doçura e raiva, carência e independência. Possui memória seletiva e escolhe o que e quando lembrar. É superintensa em tudo”.

SOU EU! Como assim? Tão perfeita e sucintamente definida? Não! Sinto muito, cara jornalista, astróloga, curandeira, médium, ou Mãe de Na, que tenha escrito isso, essa sua capacidade de síntese não é normal. (Por favor, se interne!) Não achei nada agradável ler essa admirável e perfeita definição de mim mesma. Acho muito mais divertido ser complexa e misteriosa.

Pelo que vejo, vou ter que me desapegar de muitas coisas por aqui, inclusive de levar esses horóscopos ao pé da letra. Já ganhei um novo guarda-roupa impecavelmente organizado mesmo. Além do mais, estou com aquela sensação de mudança... é aquela... a mesma que sempre tenho quando vejo ‘De repente 30’! Uma vontade imensa de mudar, de alcançar algo maior, de ser muito, mais muito feliz mesmo; e claro, dar uma bela lição naquela garota horrenda que tenta puxar o meu tapete desde sempre. Esta sensação é a melhor de todas. Do que eu estou falando? Filmes-adolescentes-água-com-açúcar? (Sou um caso perdido!).

Vamos lá! Desapegue! Todo mundo faz isso, não deve ser tão difícil.

Mas porque mesmo eu daria importância a um horóscopo?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Teorização

Costumo dizer que garotas tolas simplesmente choram quando levam um bolo ou tomam um fora.Garotas espertas, por sua vez, fazem das decepções amorosas belas letras de músicas e arrasam pelo mundo ganhando muito dinheiro. Talvez eu não seja tão talentosa, minhas fossas tornam-se apenas textos, que muito provavelmente não serão capazes de me sustentar algum dia.

Reticências [...]


Enfim, achei que sentiria mais a sua falta, apesar das coisas estarem mesmo muito esquisitas. Tenho aquele tipo de sensação indecifrável que vai muito além da minha distância, da sua distância, da nossa distância... E me faz ter a inegável vontade de sorrir ao lembrar de você. Suas frases idiotas, suas piadas sem lógica, essa sua mania de pisar na bola, tudo me parece estranhamente encantador.

Mas em algumas pisadas na bola não me contive, ou tenha me contido bastante. Não falei nada... Não questionei, mesmo porque eu mal sei o que se passa entre eu e você. Existe ‘eu e você’?

Sabe o que faz falta? Faz falta aquela sensação de nos enganar mutuamente, como se não soubéssemos as segundas intenções por trás de cada frase hilariante, que tentava disfarçar o sentido tão duplamente explícito. Ai ai... Conversas que me fizeram perder todo o meu tempo ocioso, as risadas espontâneas, a expectativa por uma nova mensagem de texto, que teimava em não chegar no celular.

Talvez a gente ainda se dê corda, mas não sei se nos enforcaremos como antes. Nos divertimos, dançamos, nos beijamos. E você ainda me deve pelas duas ou três vezes que salvei o seu emprego.

Também me deve desculpas... Uhum... Desculpas por tudo que devia ser e não foi. Estou vivendo em estado de reticências, e apesar de considerá-las mais simpáticas que um ponto final não sei se esse capítulo único tem continuação. Em situação nostálgica, limito-me às suas boas músicas. E você lembra vagamente de mim quando escuta uma jovem cantora canadense por aí. É por essas e outras que eu acho que a Avril Lavigne tem mesmo que fazer muito sucesso!

O porquê dessa vontade incontrolável de rir ao lembrar de você eu não sei. Há tanto que eu não sei. É algo incomum. Não é dor, não há pranto, mas sobra dramaticidade. Tenho uma imensa vontade de te abraçar sinceramente, como já fiz certa vez.

Oh... E por favor, não me venha com essa historinha de que estou morrendo de amores por você! Sua prepotência me irrita muitíssimo! Juro que se me disser uma bobeira dessas vai ter que programar todo o seu guarda-roupa para combinar com o tom roxo do enorme hematoma no seu olho.